Descobrindo a disciplina

Evolução é adaptação as adversidades para ficar mais forte. Resiliência até chegar na antifragilidade.

Eu nunca fui muito disciplinado.

Essa coisa de ter horário para as coisas sempre foi um pé no saco, tanto que no meu primeiro emprego formal, de carteira assinada, aquele CLTzinho maroto, eu dava um jeito de flexibilizar meus horários.

Fosse trocando com um colega um dia ou outro, ou mesmo entrando atrasado mas compensando saindo um pouco mais tarde, ou até fazendo um horário de almoço menor.

O ponto é que eu nunca criava uma rotina, eu sabia bem o que tinha que fazer e fazia a hora que dava. Normalmente na última hora, rs.

Mas tudo mudou recentemente.

Primeiro porque me tornei pai, e as crianças precisam de uma rotina muito disciplinada, mas ainda assim, essa organização é dividida com minha esposa.

O segundo motivo de mudança e mais impactante, foi a quarentena. O trabalho foi mudado totalmente para um regime de home office, com o agravante de que eu pego uns serviços como freelancer.

Aliás, consegui boas demandas nesse período, então o fluxo de trabalho aumentou muito, e as entregas precisam respeitar o tempo determinado pelo cliente, não dá pra dar “migué”.

Ai não consegui fugir mais da disciplina, tive que me adaptar.

Não foi fácil, quer dizer, não tem sido fácil, tem dias bons e dias ruins.

O meu principal artifício foi criar uma rotina com horários bem definidos para cada tarefa, inclusive contabilizando um tempinho pra procrastinar e uma outra janela de tempo que chamo de “espacinho pros imprevistos”, pois esses acontecem muito e tem impacto grande na rotina.

Um exemplo prático: teve um dia que tinha uma reunião agendada, eu contabilizei que tomaria meia hora do dia, mas acabou tomando cinco horas. Foi ótima, muito produtiva, gerou muitas coisas positivas e avançou o projeto que ali se discutia.

Por outro lado, ferrou completamente o cronograma daquele meu dia, pois excedeu até o espacinho pra imprevistos e o tempo de procrastinação.

Daí, tirei um outro ensinamento, que além de ter disciplina eu não posso perder o jogo de cintura e nem aquela flexibilização que comentei no começo, e usar de criatividade para contornar os imprevistos e fazer as coisas voltarem para seu curso original.

Nessa quarentena eu tenho produzido como nunca antes na minha vida, e isso é muito graças a essa disciplina que descobri que consigo aplicar, aliada a criatividade e espontaneidade que sempre me acompanharam.

Enfim, não existe fórmula mágica para nada, e ao meu ver, executar é a melhor forma de aprender. Erros fazem parte e frustrações são inevitáveis, afinal como diria aquele jogador de futebol falando sobre o pênalti que acabará de perder: “só bate quem erra” …ou algo parecido.

No fim das contas, tô feliz por finalmente ter feito as pazes com a disciplina, não posso dizer que somos melhores amigos, mas estamos convivendo bem.

E pra finalizar, deixo uma outra frase do filosofo intergaláctico Mestre Yoda:

“Faça ou não faça. Tentativa não existe.”

Forte abraço!

Arte da capa:

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