BURNOUT

Eu nunca entendi porque meu pai tinha tanta objeção quanto a se aposentar.

Eu pensava: “Se dependesse de mim, me aposentaria amanhã e ficava só curtindo e fazendo o que gosto”

Na época eu tinha 18 anos e trabalhava num emprego chatíssimo e estressante, então é óbvio que eu queria sumir de lá o quanto antes.

Hoje, depois de quase 10 anos de empregos horríveis, onde só o pagamento no fim do mês me interessava, finalmente trabalho com algo que gosto, dentro da área que estudei (e ainda estudo).

Por gostar tanto, fui ficando muito bom no que faço, e aqui dispenso a modéstia, porque sei que posso melhorar, todos podemos, mas tenho total ciência do quanto sou bom hoje.

Isso aumentou a demanda, e os trabalhos foram surgindo, e hoje em dia tenho trabalhado como nunca antes na minha vida, e com maior tesão.

Sento no computador todo dia para fazer meus deveres com a maior empolgação, porque realmente amo que faço, então não é um esforço consciente fazê-lo.

Detalhe para essa parte: “não é um esforço consciente”, mas aí que está o X da questão, o inconsciente acumula tudo.

Apesar de realizado profissionalmente em certa parte, o cansaço aumentou muito, e a mente em si, já começa a se perder em questões simples do dia-a-dia.

É isso que comumente é conhecido como Burnout, quando o excesso de produtividade consome todo o seu equilíbrio mental, através de uma retroalimentação, pois quanto mais você produz, mais você se cobra que deve produzir igual, ou até mais.

Isso não é saudável, eu sei, e talvez eu nem esteja sofrendo um burnout de fato, foi mais um título chamativo para abordar a questão. No entanto, claramente eu preciso trabalhar uma organização para equilibrar esse tanto de trabalho com momentos de descanso e lazer.

Agora, volto lá para questão do meu pai, do início do texto.

Diferente de mim, meu pai trabalhava num emprego que exigia muito mais do físico dele, do que do mental, e claro que isso é extremamente cansativo, haviam muitos plantões e ainda por cima, ele lidava diretamente com as pessoas, e isso traz um estresse mental gigantesco.

Contudo, meu pai encaixava isso tudo dentro de uma rotina, onde no fim do expediente, ele virava uma chavinha e ia ter o momento de lazer dele, da forma dele.

Não vou entrar no mérito do que ele fazia no pra desestressar, o único ponto aqui é entender como após mais de 35 anos dessa rotina de trabalho exaustivo do meu pai, ele ainda era tão relutante em se aposentar e descansar, na minha cabeça era óbvio que ele devia se livrar disso.

A resposta que encontrei é justamente o equilíbrio.

De uma forma talvez não intencional e totalmente empírica, meu pai ao longo dos anos construiu uma estrutura equilibrada entre o trabalho, descanso e diversão, que foi quebrada quando a parte do trabalho saiu desse tripé, isso teve um efeito negativo no psicológico do meu pai, e hoje eu entendo bem isso.

Mas enfim, hoje meu pai está bem melhor nesse sentido, ele encontrou uma forma de produzir algo, ainda que em desequilíbrio, mas ao menos vivendo em uma harmonia.

Já eu, vou seguir aqui na busca do meu equilíbrio, para não chegar no tal do BURNOUT, produzindo melhor, invés de produzir mais.

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